Quando eu for velhinha com uma carga de ossos a doer não irei olhar para trás e lamentar os 6 anos que dediquei a minha família. Quando for velhinha farta de dar o litro num emprego qualquer vou olhar cada um destes dias como algo precioso, porque eu tenho a miúda mais adorável do mundo.
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Finalmente!
Ao fim de muito chatear o meu mais que tudo eis que obtive carta verde para avançar com uma semana de dieta inteiramente vegetariana cá em casa.
Portanto tenho de dar o meu melhor para o convencer que mudarmos para este estilo de vida é de facto o melhor para os 3.
Estou super animada!
O frio atrapalha-me!
O meu organismo está a implorar por sol e calor. Ando mais deprimida, aborrecida tudo porque em Londres está um tempo de caca, tipo 10º e encoberto quando não chove. As roupas de Primavera continuam no fundo do armário e não tenho qualquer possibilidade de arrumar de vez as botas de inverno.
Tenho saudades de casa, muitas e este mês o meu mais que tudo vai estar constantemente a viajar o que não favorece o meu estado melancólico. Não há dia que não queira os meus mais perto, mas na realidade os meus também não estavam perto, desde os meus 18 anos que os meus estão sempre longe. Vivo uma vida de saudades e agora uma vida à espera do mês de Agosto, sou emigrante assumida!
Esta semana tenho cá companhia portuguesa, duas amigas, sempre dá para matar melhor o tempo enquanto o fim de Maio não chega!
Coisas que me apoquentam
A minha mãe que me liga se uma ambulância apita em Arcozelo quando saio de casa, vê o atentado em Londres pertinho de mim e não me liga. Justiça seja feita nem o pai me liga.
Abril = aniversários
Dia 9 os meus pais chegaram a Londres para 15 dias de turismo e matar saudades. Dia 12, anos do meu mais que tudo e os meus pais experimentaram pela 1x comida italiana e gostaram. Dia 21 a miúda fez 3 anos, 3 anos de amor e perfeição. Fomos passear ao Battersea Zoo e foi um dia de sol, quentinho, maravilhosamente bem passado. Dia 23 os meus pais regressaram a Portugal e a 24 mais uma vez passou-nos à porta a Maratona de Londres. Dia 26 vi nevar a sério pela 1x da minha janela da cozinha.
Foi muito bom para os 3 ter os meus pais por perto. A Lai desfrutou ao máximo dos avós, eu pude aliviar das tarefas domésticas e o meu mais que tudo viajou mais tranquilo por nos saber bem acompanhada.
A única coisa que me faz ficar com o peito apertadinho é esta distância dos meus pais, não poder estar lá para os ajudar e acompanhar diariamente. A Lai também expressou o quanto está triste deles terem ido embora. A miúda adora companhia e chegou aquela idade que já diz "mamã anda brincar" e nem sempre eu posso, uns avós ajudariam muito.
Fui pela 1x ao Billinsgate Market, mercado do peixe, e todos os dias agradeço o quanto insisti com o meu mais que tudo para termos um congelador enorme. Dá tanto jeito!!!
Para os meus pais foram umas férias como sempre mereceram e nunca tiveram, passeio, descanso, brincadeira e lambarices! Visitámos todas as famosas atracções londrinas e caminhámos imenso. O tempo foi generoso, só choveu um dia.
A Lai com 3 anos está tudo o que mais esperávamos, saudável, crescida, faladora, brincalhona, bonita e social. As birras têm vindo a ser cada vez mais raras, basta respeitar os horários dela, ela expressa os seus desejos e isso ajuda tanto... Cada vez é mais fácil ser mãe. Como tudo vamos aprendendo, levámos tempo, há dias menos bons mas dias maus não temos tido recentemente.
Somos tão felizes, uma criança consegue encher uma casa.
Um dia percebi, mas demorou!
Há dois anos a esta mesma hora estava na estação do Oriente em Lisboa. A minha mãe após um mês a viver comigo regressava ao Porto, a casa dela. O meu mais que tudo havia regressado de Inglaterra após três longos meses ausente em trabalho. Eu pesava uns belos 80kg e estava inchada que nem um pote. Na barriga carregava a Lai prontinha para nascer. Estava sol e imenso calor e comi um Fizz de limão. Foi um dia apaixonante. Não sabia que seria a última vez que a Lai seria só minha e a última vez que a sentiria mexer dentro de mim.
Hoje guardo saudades dos seus pontapés no meu ventre e das tardes as duas deitadas a ver tv enquanto a afagava. Não tinha noção que nesse dia em que fazia 38 semanas de gestação ela ia querer sair e ver o pai. Quando vejo corpos de mulheres com as suas estrias e flacidez da gravidez, olho a minha estria, filha única bem por baixo do meu umbigo e sinto-me feliz. Demorei mais de um ano a entender que sou mãe. Não me senti mãe ali com os xutos na barriga nem quando ela mamava e sorria para mim.
Hoje sei que durante demasiado tempo me custou saber que a vida nunca mais seria a mesma. A Andreia que fui só se reencontrou com o tempo, esta mãe apaixonada que sou levou a habituar-se que há um bem maior que quero ver feliz e saudável mais que tudo. Virar a página não foi quando a vi fora da barriga, foi lá com o tempo. Cliché dos diabos, hoje não me imagino sem ela e o seu sorriso é o meu melhor remédio. Amanhã ela faz dois anos, dois anos depois sou tão feliz. Não preciso de mais nada que não ela e sofro horrores de saber que ela não é mais só minha, é do mundo. Tenho pânico que alguém possa ser mau com ela e sei que um dia ela será má para mim, como fui com os meus pais tantas e tantas vezes. Hoje compreendo a dor da minha mãe quando fui estudar para Coimbra. Sei o quão fortes têm de ser os meus pais por eu estar tão longe. Tramado ser mãe e saber que temos de os deixar voar!
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A vida vai boa
Tenho andado sem vontade de escrever, nem é bem vontade que quase todos os dias faço mentalmente um texto que adorava publicar é mais tempo talvez...
A vida como mãe vai tão deliciosa que cada segundo que gaste a escrever no blog soa-me a algo que ela está a fazer e eu perdi.
Fomos de férias até Portugal no fim do mês e foi um massacre. Pessoas com família em Lisboa, Leiria e Porto e que queríamos estar e passar algum tempo fez-nos andar em correrias. Hoje dorme aqui, amanhã ali, depois acolá. Numa semana dormi em 4 camas diferentes e a pequena também. Não admira que a meio da semana a família (nós) tenhamos ficado exaustos, doentes e impossíveis e queixinhas. A nossa paciência esgotou-se e descambou quando a miúda começou com febres e eu com amigdalite.
Quando chegámos no Domingo após um vôo em que a miúda choramingou e ranhou-se toda para cima de nós, só nos queríamos atirar da varanda. Ninguém ficou feliz me parece, nós não ficámos. Enquanto casal foi tipo um pesadelo, ela que é um doce estava "para ninguém" além da mãe e do meu colo. O tempo fofinho foi de chuva e frio. Não fomos ao cinema, nem jantar fora, nem relaxar. No máximo passámos nas roulotes junto ao motel de Valadares. Houve 3 noites que dormimos no Ibis Budget sem filha, mas tão preocupados com a febre da miúda e o ar irrespirável do quarto que foi pior o soneto que a emenda.
Falando de coisas boas, a miúdas está como o aço, o pai em franca recuperação, eu já acabei o antibiótico para a amigdalite e fui presenteada com uma gripe de caixão à cova. O tempo em Londres está maravilhoso, cheira a flores, ouvem-se passarinhos e dão-se passeios junto ao rio. Esta semana, e o ano 2015 em geral, tem sido fantástico. Desde que decidi ser mais calma, ignorar tarefas domésticas e ser melhor mãe que a Lai mudou o seu comportamento. Anda mega feliz, bem-disposta, sem nenhuma birra gigante, dorme os seus sonos diurnos e nocturnos, damos belíssimos passeios pelas manhãs, lanchámos sentadas à mesa da cozinha e trocámos olhares cúmplices. Tem sido tão perfeito este ano com ela que parece que estou sempre à espera que os dramas de choros e birras medonhas regressem.
É uma criança profundamente educada, boa moça de recados, organizada e metódica. Continua a não interagir com crianças que desconhece e a ter muito receio de cair. Aprendeu a cantar e passa os dias a trautear a música da estrelinha "Twinkle twinkle little star...".
Nem tudo são maravilhas claro, mas há mais boas notícias, o marido passou num mega importante exame e eu terminei mais um MOCC com nota de 74% e mais um diploma para o currículo. Já vou iniciar outro curso esta semana. Pequenas conquistas que nos fazem sorrir.
Ontem comecei também numa ortodontista cá e vou usar um aparelho corrector ao dormir para tentar melhorar o meu problema, já com um ano, no maxilar. Investimento que espero por tudo que existe me ajude, ninguém merece ter isto. Um dia faço a lista dos problemas estranhos de saúde que tenho, chatinhos todos eles.
A dieta ainda está de férias, começou dia 19 e volta próxima segunda dia 9 ao serviço. Ganhei 1kg nada mau, se repararem que morfei várias torradas, 2 bolos cremosos ao dia e cachorros ou hamburger da roulote à ceia e os níveis de água foram substituídos por litradas de Sumol fresquinho. Estou deveras contente e acabei de terminar um pacote de Chipmix para me congratular.
Já não ando a bater com a cabeça por não ter emprego nem perspectivas de... estou conformada e em modo, aproveitar a minha filha e as possibilidades de passeio que Londres me permite.
Algo que me deixou profundamente deprimida em Portugal foi o meu cunhado e uma amiga me dizerem que na foto do Face parecia que estava bem mais magra e acharem que tinha usado photoshop. Ahhhh já em 2010 tive este problema, perdi 13kg e ninguém quase notou, agora perco o mesmo, tiro uma foto e acham que devo ter encolhido ali tudo que não tenho nada aquele aspecto ao vivo, eldasse. Comprei soutiens e estou a usar o 36, fiquei atónita, desde 2003 que acho que não tinha um 36 na gaveta, dois saquinhos de chá é o que são após 13 meses a dar leite!!!
Segunda volto à carga, exercício-sopa-caminhadas-curso novo-água até rebentar.
Fiquei com tantas saudades de toda a gente devido à fraca qualidade de tempo passado e mau feitio com que estive todos os santos dias que só me apetece bater com a cabeça. Junho regresso à terra, ver vamos se tudo corre melhor.
Agora vou ali fazer uma Torta de Noz que o chantily praza hoje,
Liberdade é um bem precioso!
Nos últimos tempos a minha vida mudou drasticamente. Despedi-me da minha casa em Lisboa no passado dia 9 e voltei a casa dos papás, por tempo determinado, esperemos. Ele partiu ontem para o nosso novo futuro e aqui fiquei na esperança que 3 meses passem a voar. Foi muito difícil dizer adeus à minha casa, aliás acho que só daqui a 15 dias devo bater no fundo, para já cheira-me a uma visita curta - férias! Tenho tido os dias mega ocupados e mal estou em casa. Mas isto não vai ser sempre assim, aliás todos andam nas suas vidas e se hoje me apetecia imenso ir sair à noite, não há ninguém disponível nem eu quero tornar-me um emplastro. A juntar a isto agora sou mãe, mesmo a miúda dormindo das 20h-8h, a responsabilidade está sempre lá a remoer a cabeça, é-me impossível não ficar a pensar que estou a falhar; que estou a perder qualquer coisa. Claro que depois tenho o anjo que também se pronuncia e diz que as mães também precisam sair. É uma mistura de sentimentos complicada.
E a piorar tudo tenho uns pais presos no pensamento do passado, que mulher comprometida não sai sem o marido; que querem saber onde, horas e com quem vou. Depois de 12 anos como pessoa independente que pega em si e vai onde quer, este inquérito aborrece-me. Se teria toda a lata para ir agora dar um passeio sozinha ao shopping, porque me apetece muito fazer qualquer coisa, sei que o carro não é meu, sei que me olhariam de lado, sei que ia ter chatices. Por isso se por um lado ter ajuda com a Lai é maravilhoso, pois hoje sai com uma amiga toda a tarde descansada, por outro é um preço caro comprometer a minha liberdade. Sinto-me frustrada. Se aos 18 faria um escândalo e saia na mesma, hoje em dia analiso tudo e mais alguma coisa e fico tão aborrecida. A sério não estou habituada a dever satisfações.
Desafios Verão 2014
A conseguir:
- escrever diariamente no blog
- cortar o cabelo
- pintar o cabelo
- manter a depilação em dia
- ficar morena com 2h diárias de praia
- esplanadar pelo menos 5x/semana, mínimo 20 minutos
- estar com os amigos nortenhos pelo menos 1x/semana
- só comer fora em último recurso
- arranjar um novo Ortondontista e completar o tratamento
- ir ao Dentista
- ir à Podologista no Dragão e tirar o resto do dia para passear no shopping
- ir à Primark do Parque Nascente aos saldos
- ir ao Mindelo Outlet aos saldos
- emagrecer 5kg
- praticar caminhada/corrida à beira-mar se possível com uma amiga
- ir ao Dermatologista
- fazer fisioterapia para as tendinites
- sair para dançar
- ir uma semana a Londres procurar casa
- namorar via Skype
- brincar na piscina e no baloiço com a Lai
- ver todas as novelas necessárias de modo a passar a ceia na companhia dos meus pais
- ir tomar um café à praia pelos menos 3x/semana
- levar a Lai ao parque pelo menos 1x/semana
- visitar Serralves
- ir ao Zoo de Santo Inácio
- ler 3 livros já comprados
- usar salto alto em saídas nocturnas de amigos
- maquilhar-me e alisar o cabelo pelo menos de 15 em 15 dias
- comer mais peixe
- preparar saídas românticas quando o J. vier a Portugal
- poupar o máximo possível, mas pagar o máximo possível de despesas dos meus pais
- rir muito e chorar pouco
- fazer uma arrumação profunda no meu escritório e doar muitos livros
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Tantos Judas
Nas dificuldades é que se vê quem estará sempre lá para nos apoiar, são poucos, é o que concluo mas acima de tudo são os únicos que importam.
Para todas as minhas pessoas importantes, obrigado!
Férias maravilhosas
Há muito tempo que não tínhamos férias em família. Ele passou os últimos dois anos em modo estudo, logo eu tinha férias e ele estudava. Finalmente tirou tempo para nós e tem sido divinal, até o tempo não podia estar melhor. A Lai tem adorado tanto passeio, carinho e novidade.
Começamos no norte nos avós dia 18 de Abril.
Dia 19 o meu mais que tudo despediu-se da sua bike, optou pela paternidade, pelo empenho profissional já há algum tempo que não fazia btt, não fazia sentido ter uma bike parada a ganhar pó, foi um dia difícil para ele, não há como descrever as boas amizades que fez e os momentos mágicos que com ela viveu, além das belas cicatrizes que lhe deixou, a saudade é o que ficará para sempre.
A Lai adora o meu pai, assim para lá de muito e para mim, que sou suspeita, ninguém cuida melhor dela que os meus pais. Assim, deixámo-la bem acompanhada e fomos para os copos, é oficial voltei a beber, bebi um copo de sangria branca que até me lambuzei. Mais uma vez consegui estar com a maioria dos amigos e fazer uma noitada de farra, os 5, não há tristeza nem tédio quando nos juntámos, adoro todas as nossas saídas.
Só estive um bocadinho com a minha irmã, mas foi bom, acolhedor. Estás sempre no meu pensamento e eu estou sempre aqui para tuuuudddddooo! Como diz o teu cunhado: "se precisares de algo (tu sabes o quê, ahahah), pede!!"
Os primos brincaram um bocadinho e é uma ternura vê-los juntos, vão sair dali umas grandes pestinhas, agora ambos na fase do beicinho, de derreter o coração.
Não conseguimos levar a cria à praia, estava frio, para variar, mas nós fomos ver o mar e tomar café na nossa esplanada de eleição, na Aguda city, no Chez Maurice.
Como é da praxe fomos à festa da Santa comer farturas, caladinhos e churros.
Já de regresso a Lisboa optámos por férias vá para fora cá dentro.
Antes de mais celebrámos o 1 aniversário da nossa filha, em casa, com as avós, bisavó e tia M., a Lai estava muito bem disposta e teve direito a comer pão-de-ló. Para a frente é que é o caminho filhota! Já podemos alimentar a cria com tudo que existe menos mariscos e picantes, ora que boa altura para fazer uns passeios, livres de ir carregados com comida especial...
Levámo-la à Ericeira, tiramos a meia calça à miúda e toca a pisar a areia e tirando a areia molhada não se chateou.
Fomos à Costa da Caparica, à praia de Fonte da Telha onde molhou os pés numas pocinhas, teve sentimentos controversos. Estava um dia excelente, apanhei um escaldão. Conseguimos conhecer finalmente a zona da Costa sem caos, é agradável, o mar fabuloso, mas a nível de acessos e cuidado para turismo, muito feio!
Visitámos o Palácio da Pena, algo que tinha feito com 16 anos, só me lembrava do cheiro a mofo, mantém-se! A meio da visita e estando ao colo do pai, a Lai fez xixi por ela abaixo e o pai na passadeira vermelha, a mim só me deu para rir e o pior foi que saímos para uma das varandas exteriores para lhe mudar a fralda e a roupa toda e percebemos que não tínhamos fraldas e o carro estava muito longe para ir buscar, ri-me mais um bocado em modo histérico sentada na varanda do Palácio, sob o olhar de WTF dos turistas...
Segunda dia 28 fomos pela 1x à feira do Silvado em Odivelas e trouxe de lá os primeiros sapatos de menina grande da minha patanisca. Adorei a feira, preços mega baratos para coisas giras; comprei algumas coisas.
Fomos a Almada ao shopping almoçar e a família provou o seu primeiro batido Detox, caro senhores enfim, não vale o $!
Ontem almoçámos e esplanadámos em Coruche, que é o fim do mundo. Eu nunca conseguiria viver ali, seguíamos para Évora mas houve um bom contratempo e regressámos a Lisboa.
Hoje por decisão unânime e vencidos pelo cansaço do calor e ritmo alucinante optámos por ficar por casa, fizemos a maioria das refeições fora, a Lai incluída e ela precisa de comida caseira, com pouco sal e descanso!
Ontem tomámos um decisão que mudará radicalmente as nossas vidas, a seu tempo eu conto-vos!
Conselho de amiga, não se fiem no segurança dos "Lagos" no roteiro para a visita do Palácio da Pena, ir pelo Lagos até ao Palácio com um bebé num carrinho é o mesmo que uma subida para o inferno sobre rodas, só buracos e caminhos difíceis, ficámos estourados. Outro conselho, os 14e por pessoa para visitar o Palácio não vale o $, mas vale os jardins, sem crianças atrás.
Há dias que me apetece uma Heineken, talvez seja hoje o dia...as férias só acabam quando a senhora gorda cantar...
Uma pessoa preocupa-se em vão!
Mãe: Estou aqui super enervada!
Eu- Então quem te irritou?
Mãe: Estou a ver a final do Masterchef e eles estão numa aflição!
Eu- Então quem te irritou?
Mãe: Estou a ver a final do Masterchef e eles estão numa aflição!
Tão crescida!
Parabéns à minha mana do coração, 17 anos!
Mulher tens um mundo à tua espera!
Mulher tens um mundo à tua espera!
Enjoy!
Have fun!
Be crazy!
Rock and Roll!
I, him and Lai
Há um cheiro bom no ar. A casa cheira a lenha queimada. A despensa esta cheia de ovos, farinha e óleo para os fritos natalícios. O bacalhau está de molho e o saco das batatas aguarda. O pinheirinho pisca pisca feliz e nós olhámos as prendas curiosos para saber se algo nos calha a nós. A miúda recebe imensa atenção e confusa de colo em colo sorrindo vai. Estamos juntos os dois e olha afinal somos 3 e isso nunca aconteceu e nós nunca estivemos os dois e de repente este Natal somos 3 e sem ser religiosa "3 é a conta que Deus fez". E 3 és eu, tu e ela, I, him and Lai. Ai! Tão feliz, que bem me sabe este Natal de 2013.
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I, him and Lai
Os primeiros tempos pós-parto foram muito difíceis. Não sei se tive depressão pós-parto se não, só sei que andava impossível. Tudo que ele fizesse me punha a chorar, nada estava bem. Senti a minha vida ir pelo cano com o nascimento da minha filha. Demorei a sentir que era mãe e que a amava mais que tudo no mundo. As dores que tive físicas quer do parto, quer da amamentação em muito ajudaram a esse estado, bem como a privação do sono. Estava um caco, sentia-me um caco.
De repente éramos 3, sendo que a Lai dependia de mim constantemente e nunca foi uma criança muito fácil. O choro das cólicas dela punha-me com os nervos em franja pela minha incapacidade de a ajudar. Achava que o meu mais que tudo não fazia o suficiente e como ficámos sozinhos 15 dias após o parto a minha vida tornou-se em trabalhos constantes.
Temi pela minha relação, queria muito amor da parte dele e ele não sabia o que me fazer, pois tudo que tentasse eu passava-me e era mal recebido. Ele também se sentia assoberbado neste seu novo papel, mas eu achei que só eu tinha direito a estar mal e insegura. Falámos do que nos aconteceria se as coisas não melhorassem.
Foi uma fase de lágrimas, de solidão, em que senti que o mundo se tinha virado contra mim. Estava assoberbada de tarefas, não senti logo aquele click de ser mãe e auto-mutilava-me por isso. Durante bastante tempo culpei o meu pós-parto de me sentir assim, culpei-o a ele, culpei as hormonas, culpei o facto de não ter ajuda, culpei todas as outras mães sortudas, culpei tudo tudo tudo. Via as outras lindas e maravilhosas 7 dias após o parto às compras, vi as suas barrigas para lá de lisas, via os seus bebés que nunca se vomitam, via que diziam que não lhes doía amamentar, via tudo à minha volta e ficava de rastos. Acho que andei neste estado caótico 1 mês pelo menos. Fiz-me de forte e apenas ele sabia como me sentia, mas não me conseguia ajudar.
Quando ele regressou ao trabalho as coisas começaram a compor-se, tomei as rédeas da minha vida. Meti na cabeça que não era uma mártir, nem a primeira a sentir-me assim. Amava a minha filha e a ele mais que tudo mas tanto negativismo estava a estragar belos momentos. Pus ordem na casa, horários na miúda e objectivos pequeninos para os meus dias. Decidi que a minha relação tinha passado maus momentos mas não porque ele não me amasse mas sim porque ter um filho leva a este choque normal na nossa vida e como tudo demora a adaptar-nos.
Hoje posso-vos dizer que a nossa vida é perfeita. Somos felizes, aqueles traumas do "divórcio" foram apenas devido ao stress que se gerou com as mudanças. Amamo-nos, adorámos a nossa filha e ela cresce num lar feliz. Não temos discussões, ele já percebe quando chega a casa se o meu dia foi entre choros e colo e toma conta da situação para me aliviar um bocadinho do stress. 6 meses volvidos e tudo vai bem. Tive muito medo que ter um filho desse cabo da nossa relação, mas não, apenas nos pôs à prova e tornou-nos, como deveria ser, mais felizes e unidos.
Olé olé
Antes de mais Bom Domingo!
Foi uma óptima semana para mim. Desde dia 18 tive cá os papás e foi uma delícia poder contar com ajuda e carro para ir dar umas voltinhas! Como pouco parei por casa, hibernei o pc até hoje. Agora volto à rotina habitual.
Ora já fui à Primark do Colombo, segunda passada ao abrir lá estava eu, pai, mãe e Lai! O avô ficou com a cria a passear e eu fui ao ataque, fosse eu rica e tinha trazido a loja toda. Estava tudo arrumado, pouco barulho, pouca gente, óptimo para ver e escolher. Só comprei peças interiores para a Lai e consegui perceber que a partir dos 9 meses eles têm roupa super catita e têm os benditos pijamas de algodão que o meu mais que tudo tanto quer para a filha.
Como é da praxe fui ao Ikea, uma vez mais abastecer para a Lai, comprei taças e colheres para a sopa e um saco de dormir, felizmente adaptou-se lindamente a ele e já não dorme toda descoberta!
Também fui esplanadar nos jardins da Quinta da Piedade, sítio que adoro quando o tempo está mais quente. Queria ter mostrado os animais da Quinta Pedagógica à Lai, mas a moça dormiu o tempo todo!
Foi uma boa semana, a Lai teve todo o colo e mimo do mundo dos avós e posso dizer que já sai em alguma coisa à mãe, adora passear! Se ao início andar de carrinho era um martírio, agora é uma paz.
De modos que hoje os passeios continuam, vamos à Expo dar um giro que o tempo está para isso!
E depois da nostalgia
Os amigos anunciam-se para jantar e passar um serão agradável.
Os avós paternos vêm ver a neta que estranha o colo e chora perdidamente.
Ontem foi assim, até às 18h eu e ela com muito choro e birra, após as 18h, rodeados de família em amena cavaqueira.
Há dias assim que acabam felizes!
O obrigado pelos tomatinhos!!!
E o sumo de Marraquexe de Romã, vai ficar para a história!
E o sumo de Marraquexe de Romã, vai ficar para a história!
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