Mostrar mensagens com a etiqueta Lições de vida. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Lições de vida. Mostrar todas as mensagens

Eu atraio gente estranha

Hoje só queria um buraco...
Literalmente fui convidada a converter-me ao Islão, tornar-me numa segunda esposa e receber um apartamento em Londres por um milionário muçulmano do Dubai. Tudo isto antes das 9:30 da manhã. Por quem? Um pai da turma da minha filha, alguém que vou ter de encarar todos os dias pelos próximos 6 anos. Maravilhoso!
Para que fique registado foi das coisas mais estranhas que já me aconteceram e possivelmente haverá mais capítulos porque vou ver o homem todo o santo dia.



Pernas agitadas

Eu escrevo textos comuns sem palavras caras, rara pontuação e meros desabafos.  Mas adoro escrever, é aquela sensação de lençóis brancos a secar ao sol esvoaçando. A alma esvazia e fica só uma serenidade, a calmaria. Nestes dias parece que tudo que me resta é nas palavras buscar conforto. Quando ando ocupada, vivendo ao máximo nem me lembro do blog. Ouço música clássica, devoro mais um livro, penso obcecadamente em comida, vejo o telemóvel a cada cinco minutos e o relógio não é gentil. O tic-tac parou, gozando comigo. A música ganha sons graves o que só prova o meu drama. Gosto de mares agitados, de conversas que se atropelam, de barrigas inchadas de comida farta, de gastar as solas dos sapatos. Sou bicho irrequieto cheio de energia.

Is around us

http://iheartintelligence.com/2017/03/29/27-little-known-signs-of-emotional-abuse/?fb=wp

All you need

Is a good crying

Winter vs Spring

Já lá vão uns meses desde que o Inverno nos bateu à porta, aqui por Londres desde fins de Setembro. Os dias felizmente já são mais longos caindo a noite por essas 18h. O frio vai e vem, o sol aparece mas não aquece. Estámos contudo mais perto da Primavera e algumas árvores já começam num esforço de criar flor. Lá para Maio é possível sair de casa sem um anorak de penas. Hoje tem chovido muito e faz algum frio. Nestes dias só apetece ficar de pijama e enrolada no sofá com uma mantinha. Claro que não é possível, há uma agenda preenchida a cumprir. 
Esta semana será atribulada, além das rotinas habituais há consulta médica, jantar de empresa, dar sangue, cinema e jantar com uma amiga. Deve ser daquelas semanas que no fim-de-semana só temos vontade de não sair à rua.
Eu continuo firme em sair menos de casa, dedicar mais tempo ao estudo e a mim. Ao fim de uma semana de mudança de alguns hábitos, estou cansada e com uma pequena moinha na cabeça. Só me apetece devorar doces e salgados. Ser mais saudável custa bastante e leva tempo, muito tempo.
Que venha rápido o sol primaveril para ajudar à inspiração de ser melhor e fazer melhor.

O que visitei em Paris

Paris foi maravilhoso. 
A cidade é enorme cheias de prédios altos bonitos e bem tratados. Há comércio até dizer chega e infelizmente muita pobreza, demasiada. Nunca tinha visto tantas crianças sem abrigo pequeninas, de 100 em 100 metros sentíamos o coração quebrar por termos tanto e ali aquelas pessoas não terem nada. 
Os preços são exorbitantes comparando com Londres, qualquer bebida começava na módica quantia de 3 euros, o café rondava os 2.5. Uma refeição banal de crepes ia até aos 70. Pagámos 18 euros por duas fatias de bolo, um roubo. 
Ao contrário do que eu pensava que ia haver restaurantes de pôr água na boca em cada esquina tal não se verificou, logo na 2ª noite ponderei seriamente ir ao MacDonalds tal era o desconsolo. Não fui e, ao 3º dia lá começamos a ter mais sorte. Os crepes salgados de farinha sarracena são deliciosos!!!
O nosso hotel era mesmo junto à Gare do Norte e diria que a zona era uma espécie de Martim Moniz ou se comparado a Londres, Lewisham. Quando escurecia tinha medo de continuar nas ruas apesar de as lojas estarem abertas até tarde e não nos ter acontecido nenhuma situação estranha. 
Por acidente demos com o bairro indiano e o africano que ficam lado a lado. Também percorremos China Town lá do sítio que fica dentro de uma arcadas e ainda conseguimos jantar num restaurante português, Churrascaria Galo. Ouvimos muito pouco falar português e bastante brasileiro.
Fizemos todas as rotas turísticas a pé à excepção da deslocação para a Torre Eiffel e a Défense. Como o nosso bilhete não era válido para fora da zona 1, na Défense fomos recebidos pelos Picas que nos cobraram 70 euros de multa e me fizeram rogar umas pragas. Caminhámos imenso, parece que vi Paris inteiro a pé e adorei, só assim se conhece bem.
Todas as pessoas falaram inglês connosco sem qualquer problema mas nós tentámos arranhar o francês e não foi bonito...
Estivemos no Marais mas não descobri a casa famosa pelos seus falafel!
O único museu que entrámos foi o da Ciênsia e Indústria mas só visitámos a Cidades das Crianças e o Géode, foi um dia dedicado à Lai e ela adorou. Comprámos bilhete para o museu, Geode e animais bebés e para os 3 foi 70 euros se não me engano, mais a alimentação ficou bem dispendioso mas para fazer 1x na vida valeu a pena. Se fosse agora não pagava dos animais bebés, não vale o dinheiro. Se quiséssemos visitar o museu tínhamos de pagar mais 12 euros por pessoa, coisa que não fizemos. O Géode é um ecrã de 180º onde é projectado um filme, no nosso caso era sobre os ursos polares e o degelo, a Lai adorou e é mais uma daquelas coisa que uma vez basta. O museu fica perto da La Villette que é um local muito interessante de visitar, tem circo, tem parques infantis, tem jardins, tem riacho, tem centro infantil, tem cafés e restaurantes e ainda o Museu da Música. Teria sido uma pena que não tivessemos dedicado um dia a esta área.
Paris foi tão bondoso connosco que apanhámos dias de sol e calor, a Lai andou bem disposta e eu sorri muito com uma cidade tão bonita, tão grandiosa, as avenidas parisienses são fantásticas, até têm uma só de livrarias, senti-me em casa.
Só me apetece puxar uma cadeirinha de verga pedir um café e ficar a ver a banda passar...



P.S: não fui capaz de retirar o sublinhado ;)

Vida triste

Os que deveriam cuidar neste país são quem agride, quem lucra, quem rouba. Não consigo dormir.

As mães e pais de primeira fila

Uma semana volvida já posso dizer que sou mãe de uma miúda que anda na escola, o que faz de mim uma expert claro!!!
Uma semana volvida e já sei a lei da selva escolar. Elas e eles chegam cedo ficam pelo pátio da escola à espera que a porta para ir buscar os filhos se abra. Quando se abre elas abrem as asas de dragão e voam para dentro da sala. Não há cá tolerância por quem estava junto a porta para entrar, não há prioridade para grávidas ou bebés de colo. É a loucura. Creio que é um medo que nos minutos que levam a entrar e segurar os catraios eles possam eventualmente bater as asas e voar.
Há 2 portas a ultrapassar até vislumbrar os cachopos. É pior que o IC17 a uma sexta às 18h quando é feriado na segunda. Para os do norte a comparação será ao Nó de Francos quando há promoções de 70% no Norte Shopping. Fica ali tudo meio parado meio a andar, muito choque e suores frios causados pela adrenalina.
Não sei porquê estes comportamentos assim ao fugir para o selvagem, quero acreditar que é uma coisa dos pais que adoram os filhos e furar filas.
Como eu fico educadamente à espera da minha vez e segundo esta teoria cientificamente comprovada concluo que devo gostar pouca da Lai.

Uma semana volvida

Mentalizei-me durante meses que a miúda iria andar um mês a chorar baba e ranho com a ideia de ir pá escola. Passou-se uma semana e até ver nada. Teve dois episódios de choro porque caiu e a minha filha é a rainha do drama.
Mas para dizer que esta semana entrei com outro espírito no processo "filha ausente e agora?". Foi então uma óptima semana que dediquei a mim sem pressas. Sentei-me em bancos de jardim, tomei café com uma amiga, um copo do branco com outra, fiz compras, limpei qualquer coisa, fiz exercicio. Sinto que tive uma excelente semana.
E ela sente isso e por me sentir tão bem ela passou as manhãs a brincar com a mãe, comeu direito, dormiu cedo e brincou horas intermináveis no parque, fez piqueniques lambareiros, comeu gelados e foi totalmente feliz.
A minha atitude é portanto de paz comigo mesma. Já conseguimos gerir melhor o facto de ter de almoçar as 11 e todo o processo que se segue sem birras, eu já não fico a olhar para o telemóvel a cada segundo com medo que me peçam para acudir a miúda na escola ou pior no hospital, não me cobrei o facto de ter a casa em pantanas com uma filha na escola. E um processo, lido com ele como posso, próximo etapa é criar uma rotina pessoal porque convenhamos as coisas não vão aparecer feitas...

Que seja sempre feliz!

Há uma pessoa neste mundo que sempre que vejo está feliz e eu sorrio de todas as vezes que sinto isso.

A vida dá muitas voltas e cada dia nos consegue surpreender.

Hoje foi um dia muito bom, muito cansativo e muito produtivo. Amanhã é dia de ir às francesinhas em Londres, quiçá uma nova tradição de sexta-feira santa!

O dia teve um momento estupidamente triste, aliás 2. O primeiro quando percebi que estou quase a ver a novela Tieta toda, o segundo quando ao procurar uma receita no meu blog de culinária vi que este ano ainda não publiquei nada.

O único senão da maternidade é está falta de tempo para tudo o que gostaríamos de poder fazer porque há sempre outras prioridades mais importantes.

Novos mantras

One in one out:
Basicamente por cada coisa que comprar, uma tem de sair de casa da mesma secção.

Sinais de amor pela casa:
Cada vez que me apetecer gritar com a Lai irei ver os corações de amor e parar para me acalmar.

O termo que escolhi para 2016 é clutter, em português, tralha! Ando fascinada com vídeos de organização e destralhar.

Ainda não perdi 1grama desde que vim das férias, aterrei com 63.8 e ainda não os larguei.

Desespero

Antes de ser mãe havia uma série de situações que eu tinha definido, a saber :
- a criança não come porque os país não a obrigam
- como é que alguém pode bater numa criança
- o que levará alguém a matar um filho
- as crianças não tem maldade nenhuma
- a criança deve ficar em casa com os país até aos 3 é o melhor para elas
- não trabalhar e educar um filho é o melhor do mundo
- nada se resolve aos berros ou com ameaças
- as guloseimas são apenas para dias de festa
- a TV não serve para os entreter

Depois fui mãe, sou-o há quase 3 anos. E todas as coisas que não entendia fazem sentido. Todos os dramas que sucedem numa família com a chegada de um filho eu já entendo. Porque não há trabalho mais exigente, tarefa mais complicada e sem horários nem meta definida como a maternidade. Mexe com o casal, traz muita dor de cabeça e não devemos julgar ninguém.

Esta mãe que se tentou matar não deve ser julgada, ela pediu ajuda, ela fez o que nos ensinam a fazer e Nada a ajudou. Esta mãe nunca mais irá ter paz e ela só precisa de um amigo. Consigo imaginar o que ela sentiu, a força e coragem para ver na morte a única salvação. Sinto uma imensa pena de não ter havido quem lhe desse a mão. E uma vez mais é o sistema que falha chutando a bola para outro organismo e a pessoa vê-se desesperada, acumula em si toda a tristeza do mundo mas, como sobreviver quando os nossos filhos são espelho de dor, sofrimento e agressão... Sou incapaz de condenar esta mulher, sendo verdade que o marido era um agressor e que ela pediu ajuda às entidades competentes.

O karma é tramado

Hoje chegámos a Portugal depois de um voo atrasado porque o espaço aéreo francês está fechado,pelo menos para este voo esteve. Uma viagem que não chega a 2h passou para 3h. 
A Lai não queria estar sentada mas até não se portou mal. A senhora do banco da frente do alto dos seus 30 e muitos anos desde o início da viagem lançou-nos olhares de ódio. Mal percebeu que íamos atrás dela foi como se o mundo dela ruísse. Várias vezes bufou quando a Lai fazia o banco dela mexer e olhava para nós de soslaio.
Como a vida é tramado eis que ela virou a bebida fofinha dela no vizinho da frente e do lado mesmo após nos ter dado o seu melhor olhar de nojo. Tive tanta vontade de bater palmas.
Ah pessoas sem espírito natalício e de mal com mundo, andem a pé!!!

Na minha pequenez

Eu não sou ninguém no mundo. Importo mais que tudo à minha filha de resto sou substituível, ultrapassada. Ninguém depende de mim para viver ou fazer algo. É a lei da vida. Todos somos dispensáveis. Isto a propósito dos vários medos que sinto desde que as ameaças terroristas vieram para ficar em todo e qualquer lugar. Se eles querem impor o pânico, a desconfiança comigo já ganharam. Não há dia ou lugar que não ache que vá morrer. O bendito helicóptero continua a ameaçar/zelar pela minha segurança por cima do meu tecto.
Penso 5x antes de gostar/publicar/expor opiniões religiosas/políticas no Facebook e já senti que estava a ser vigiada. Não consigo ser inocente quanto ao que fazemos nos media. O meu mais que tudo é engenheiro, ele faz o obséquio de me abrir os olhos e contar tudo que é possível. Todos somos alvos do Grande Irmão, vê-nos, estuda-nos, ouve-nos.
Vocês podem achar que estou doida, eu apenas prefiro ver as coisas como elas são do que cair em erros.
Há uns tempos fiz aqui um post com termos ditos linguagem suspeita, nesse mesmo dia tive um pedido de amizade no Facebook suspeito e acham que foi coincidência? Lamento para mim foi um check ao meu perfil, a mim que sou um Zé ninguém.

Não paro de me admirar

Sempre achei que sabia algo do mundo, não que tenha viajado algo ou a algum sítio de jeito mas porque vejo TV, leio e uso a internet e caramba vivo em Londres há 13 meses, também conta!
No entanto, todos os dias neste país me acho ignorante. Talvez esteja mais curiosa porque tenho amigos de tantos países diferentes agora e procuro informar-me sobre a sua cultura. Da mesma forma quando cheguei a Londres senti necessidade de perceber o porquê de haver tantas maneiras diferentes de usar o véu e as distintas roupas. Sou curiosa e graças à internet o saber mais está à distância de um clique.
Não há dia que não aprenda algo, por exemplo, descobri que 1 em cada 6 ingleses nunca cozinhou uma refeição inteira. Fiquei a saber que há muitas muitas, demais crianças de 6 anos neste país que nunca provaram nada que não tivesse saído de um pacote pré-feito.
Fico assombrada com as coisas que vou descobrindo, vi também uma reportagem que em média, no conforto do lar, os ingleses emborcam cerca de 3 a 5 garrafas de vinho por semana.
É tudo tão diferente da realidade com que cresci, daquilo em que acredito e que defendo que nem acredito como a maioria é possível.
A maior parte das vezes sinto que andei de olhos fechados estes anos todos, há lugares no mundo onde parece que o tempo parou no século XIX e se vive em clima de medo, aprisionados, insultados. Estou apalermada com tamanho preconceito e ignorância.

Constatações

Nos últimos meses tenho-me superado e não imaginam como isso me deixa feliz. Cada meta que alcanço faz-me ver o quão determinada posso ser.

Nem que chova sapos amanhã levo o último dia da detox até ao fim!

Planos

Acho que nunca falhei um compromisso ou um plano. Talvez por isso fique tão triste quando me falham vezes e vezes sem conta.

Vou às compras sozinha.

Hei-de ultrapassar isto

Parar de trabalhar porque estava grávida foi uma das más decisões da minha vida. Trouxe coisas muitas boas tal como tempo precioso de descanso e estou lá em casa em segundo em que a minha filha aprende algo. Contudo fez-me perder enquanto mulher, não me sinto realizada e é em grande parte porque não tenho um ordenado ao fim do mês. Digam o que disserem as mães a tempo inteiro nunca serão vistas como alguém que trabalha mas sim a mítica questão: "não tiveste tempo?fizeste o quê o dia todo?"

Aos 31

Não realizei a maioria dos sonhos que tinha aos 21. Alcancei poucos sucessos e fracassei muito. Olhando para trás em 10 anos a vida deu tantas voltas. É altura de pensar nos sonhos para os próximos 10 anos, quem sabe se resultam...

Em 10 anos consegui uma boa relação com o meu mais que tudo,uma filha maravilhosa, formar-me no ensino em Coimbra, dar aulas, frequentar um curso de inglês e fazer algumas viagens. Não tenho carro como achei que teria nem uma boa conta bancária pessoal porque emprego nem vê-lo desde 2012. Vamos lá ver as coisas de forma crua é mesmo por não ter independência financeira que me sinto chateada, tivesse eu herdado uma fortuna ou ganhado o euro milhões e não haveria tempo para lamentações.