Winter vs Spring

Já lá vão uns meses desde que o Inverno nos bateu à porta, aqui por Londres desde fins de Setembro. Os dias felizmente já são mais longos caindo a noite por essas 18h. O frio vai e vem, o sol aparece mas não aquece. Estámos contudo mais perto da Primavera e algumas árvores já começam num esforço de criar flor. Lá para Maio é possível sair de casa sem um anorak de penas. Hoje tem chovido muito e faz algum frio. Nestes dias só apetece ficar de pijama e enrolada no sofá com uma mantinha. Claro que não é possível, há uma agenda preenchida a cumprir. 
Esta semana será atribulada, além das rotinas habituais há consulta médica, jantar de empresa, dar sangue, cinema e jantar com uma amiga. Deve ser daquelas semanas que no fim-de-semana só temos vontade de não sair à rua.
Eu continuo firme em sair menos de casa, dedicar mais tempo ao estudo e a mim. Ao fim de uma semana de mudança de alguns hábitos, estou cansada e com uma pequena moinha na cabeça. Só me apetece devorar doces e salgados. Ser mais saudável custa bastante e leva tempo, muito tempo.
Que venha rápido o sol primaveril para ajudar à inspiração de ser melhor e fazer melhor.

Acontece-me sempre...

Ficar à espera que a impressora funcione sem o cabo estar ligado ao pc.

O que visitei em Paris

Paris foi maravilhoso. 
A cidade é enorme cheias de prédios altos bonitos e bem tratados. Há comércio até dizer chega e infelizmente muita pobreza, demasiada. Nunca tinha visto tantas crianças sem abrigo pequeninas, de 100 em 100 metros sentíamos o coração quebrar por termos tanto e ali aquelas pessoas não terem nada. 
Os preços são exorbitantes comparando com Londres, qualquer bebida começava na módica quantia de 3 euros, o café rondava os 2.5. Uma refeição banal de crepes ia até aos 70. Pagámos 18 euros por duas fatias de bolo, um roubo. 
Ao contrário do que eu pensava que ia haver restaurantes de pôr água na boca em cada esquina tal não se verificou, logo na 2ª noite ponderei seriamente ir ao MacDonalds tal era o desconsolo. Não fui e, ao 3º dia lá começamos a ter mais sorte. Os crepes salgados de farinha sarracena são deliciosos!!!
O nosso hotel era mesmo junto à Gare do Norte e diria que a zona era uma espécie de Martim Moniz ou se comparado a Londres, Lewisham. Quando escurecia tinha medo de continuar nas ruas apesar de as lojas estarem abertas até tarde e não nos ter acontecido nenhuma situação estranha. 
Por acidente demos com o bairro indiano e o africano que ficam lado a lado. Também percorremos China Town lá do sítio que fica dentro de uma arcadas e ainda conseguimos jantar num restaurante português, Churrascaria Galo. Ouvimos muito pouco falar português e bastante brasileiro.
Fizemos todas as rotas turísticas a pé à excepção da deslocação para a Torre Eiffel e a Défense. Como o nosso bilhete não era válido para fora da zona 1, na Défense fomos recebidos pelos Picas que nos cobraram 70 euros de multa e me fizeram rogar umas pragas. Caminhámos imenso, parece que vi Paris inteiro a pé e adorei, só assim se conhece bem.
Todas as pessoas falaram inglês connosco sem qualquer problema mas nós tentámos arranhar o francês e não foi bonito...
Estivemos no Marais mas não descobri a casa famosa pelos seus falafel!
O único museu que entrámos foi o da Ciênsia e Indústria mas só visitámos a Cidades das Crianças e o Géode, foi um dia dedicado à Lai e ela adorou. Comprámos bilhete para o museu, Geode e animais bebés e para os 3 foi 70 euros se não me engano, mais a alimentação ficou bem dispendioso mas para fazer 1x na vida valeu a pena. Se fosse agora não pagava dos animais bebés, não vale o dinheiro. Se quiséssemos visitar o museu tínhamos de pagar mais 12 euros por pessoa, coisa que não fizemos. O Géode é um ecrã de 180º onde é projectado um filme, no nosso caso era sobre os ursos polares e o degelo, a Lai adorou e é mais uma daquelas coisa que uma vez basta. O museu fica perto da La Villette que é um local muito interessante de visitar, tem circo, tem parques infantis, tem jardins, tem riacho, tem centro infantil, tem cafés e restaurantes e ainda o Museu da Música. Teria sido uma pena que não tivessemos dedicado um dia a esta área.
Paris foi tão bondoso connosco que apanhámos dias de sol e calor, a Lai andou bem disposta e eu sorri muito com uma cidade tão bonita, tão grandiosa, as avenidas parisienses são fantásticas, até têm uma só de livrarias, senti-me em casa.
Só me apetece puxar uma cadeirinha de verga pedir um café e ficar a ver a banda passar...



P.S: não fui capaz de retirar o sublinhado ;)

Já se foi...

PARIS VOLTA ESTÁS PERDOADO.

Dia dos Namorados

De há uns anos para cá decidi celebrar o dia dos namorados com uma prendinha ou algo mais. O ano passado foi uma barraca. Encontrei um baralho de cartas supostamente para um jogo erótico a dois, mas como não pude abrir para ver não passava de cartas para uma despedida de solteiros, enfim já habitam no caixote do lixo há uns meses sem uso.
Este ano aderi a 3 prendinhas muito giras que não posso revelar pois o meu mais que tudo é leitor do estaminé. 
A juntar à data a miúda está de férias e viajámos para Paris. Não foi por ser dia dos namorados mas porque ela tinha férias e a modos que estamos a festejar antecipadamente o nosso aniversário de namoro próximo dia 22 de Março. Portanto é bom que a gente chegue juntos aos 15 anos de namoro, uma vida.
Que Paris seja maravilhoso connosco e que o sol nos brinde!

E para a minha manita Feliz Aniversário de Namoro! 


Calças da Salsa

No Natal a prenda do meu mais que tudo foram umas calças de ganga da Salsa. Eu nem precisava delas mas tínhamos um vale desconto de 30 euros e portanto investimos. As calças custaram cerca de 100 euros se não me engano, depositámos logo nesse valor grandes expectativas.
 Até ontem estiveram guardadas no armário. Como sou pequena de perna e não tive hipótese de as deitar a cima em Portugal foram ficando ali esquecidas. Ontem decidi ver se dava para lhes dar uma dobra e usar, deu ( 1 mês e meio depois da compra). 
A sensação que tive com elas vestidas foi de ter posto um espartilho, senti alterações inclusive a nível intestinal e o desconforto sentada é muito. 
Se fazem um rabo empinado, uma cintura elegante e o diabo a sete, não sei. Para mim neste momento são umas calças que fisicamente me fazem mal, que acredito serem más para a minha saúde. 
As minhas carnes extras precisam de espaço para respirar e se as enclausuro fico mal. 
A modos que sendo eu a Dona Pechincha e tendo perdido a cabeça e gasto tanto dinheiro numas calças que me fazem pior que bem estou danada ( e não comprei um tamanho apertado, até trouxe o 40 para jogar pela certa).

As ditas cujas:


E isto o que sinto que acontece cada segundo que as uso:



Jim, um morador de Isle of Dogs

Há 2 anos e 4 meses que vivo em Londres, mais propriamente em Isle of Dogs. Sempre frequentei o mesmo supermercado, Asda. Ali, na cafetaria/ restaurante numa mesa de quatro lugares, a um canto colocada, ficava o Jim com o seu carro de compras cheios de sacos dos seus pertences e o seu rádio. Nunca o vi sorrir nem falar com ninguém, também nem eu nunca o fiz nem eu passava os dias, ao contrário dele, ali sentada. Várias vezes vi o seu olhar chateado quando a minha filha resolvia espernear ou fazer corridas no café. Como o percebo, as crianças podem ser chatinhas. Sempre me questionei se teria casa, onde dormiria. Nunca  me dispûs a ajudar nem dispensar o meu tempo. Eram aqueles 5 minutos que nos deixam incomodados com o tanto que temos face aos outros mas mal virámos costas vamos para os nossos aquecedores e passa...
Um dia o Jim deixou de estar no Asda e passou a habitar uma paragem de autocarro onde passo várias vezes ao dia desde Setembro. No Asda pelo menos durante o dia sabia que ele estava quente, ali naquela paragem de Island Gardens não havia protecção da chuva, do vento, nada. 
Felizmente não fui só eu que comecei a ficar perturbada com as condições do senhor. Alguém mais motivado que eu criou um grupo para unir esforços para conseguir ajudar o Jim a ter um tecto. Apesar dos esforços do conselho, Jim não queria ir para um abrigo, já lhe tinha dado problemas, preferia ficar pelas ruas, sentia-se mais seguro. Soube depois que o Jim tinha problemas sérios de saúde e diria que ainda não tem 50 anos. Fiquei a saber que é inglês, educado, generoso e grato. A comunidade fez então um peditório e conseguimos juntar mais de 1000libras, o Jim pode instalar-se num hotel local e deixar de dormir ao relento. 
Todo este processo dura há meses e toda a comunidade tem tentado o seu melhor. Mais pessoas começaram a ir ter com o Jim para saber como está, foi partilhado com ele mais refeições quentes e felizmente hoje o Jim pode-se registar no centro de saúde porque finalmente Tem Uma Casa Sua. Falta recheá-la mas estámos cá todos para ajudar, não vai custar nada. 
O passo final é conseguir-lhe um emprego que lhe permita erguer-se e poder por si Viver e ser Feliz. 

Deve haver muitas histórias de sucesso de pessoas que sairam das ruas, esta é a primeira que conheço e muito humildemente me dispûs a fazer parte.

Há dias que mesmo cinzentos o sol brilha mais que nunca!


http://www.wharf.co.uk/news/local-news/isle-dogs-community-raises-1320-12319603

Mudar de vida

Ai que eu já perdi a conta às vezes que comecei um post deste género. Acho que cada mês da minha vida se pauta por tentar mudar e ser melhor, mas são mais as vezes que o comboio descarrila. 

Mais uma vez, das muitas, quero ser mais saudável (vá após Paris). Já comecei pela carteira. Tenho procurado sair menos de casa à semana, até porque não há nada que precise fazer na rua. Logo, poupo dinheiro. 

A nível intelectual voltei a estudar, não numa escola mas, os cursos MOOC's. Também comprei uma bíblia da matemática e vou tentar desenferrujar o cérebro. Estive um ano parada depois de consumir e finalizar com êxito mais de 10 cursos. O bichinho de estudar acordou de novo.

Quanto ao que ponho na boca estou em processo de limpeza da casa, andámos a consumir o que é menos bom e só encomendo o que é saudável, muitos legumes e fruta. E finalmente vou tentar fazer húmus. Voltei a consumir material Youtube sobre vegetarianismo e vamos ver no que dá. Em 2015 quando fui vegetariana não gostei do processo, baseei-me muito em refeições pré-compradas vegetarianas e me parece que comi pior do que antes. Quero encontrar um meio termo se consigo não sei.

E o pior dos meus inimigos o exercício... Hoje olhava ali para o enorme parque a 1 minuto a pé de casa e pensava és mesmo burra porque não vens para aqui correr, mais perto impossível. Pode ser que um dia acorde para esse lado virada. Além disso tenho uma piscina ao lado de casa com horários compatíveis com a escola da Lai, é outra hipótese. São mais as hipóteses que a vontade, aí é o cerne da questão!

Portanto os meus votos para 2017 são uma vida mais saudável e dinâmica. Não parece muito mas é o que mais importa, o resto acompanha a maré...

Novo Ano

2017 já entrou no 2º mês e eu sem vir aqui. A minha aplicação no telemóvel deixou de funcionar e nos dias que correm usar o pc é uma raridade.

O Natal foi por Leiria mas o Ano Novo foi na nossa nova casa com vista privilegiada para o fogo de artifício do London Eye.

Já vamos para o 4º mês nesta casa e continuamos a adorar a nossa vista sobre o Tamisa, a casa é mesmo agradável apenas os vizinhos continuam uns chatos quando a nossa filha resolve fazer corridas do quarto à sala.

O novo ano começou com visitas, a sogra brindou-nos com a sua presença e a Lai delirou ter tanta atenção e companhia, ainda andámos a tratar dos estragos!

A miúda adora a escola, tem uma melhor amiga com quem tem zangas que acabam no dia seguinte em abraços reconciliadores. O inglês dela melhora a olhos vistos e está super esperta e matreira. Faz a cama todos os dias antes de nos acordar por opção e já arruma os brinquedos quando acaba uma brincadeira. Está de facto perfeita cada dia que passa mas ainda com muitas birras de mimo à mistura.

Eu comecei o ano fazendo uma alisamento progressivo de keratina no cabelo que levou formol e desde então ando com uma impressão na garganta. Os resultados não ficaram como eu esperava mas o cabelo tem um ar mais saudável. Não volto a fazê-lo.

Passámos um fim-de-semana em Oxford e apesar de ser muito histórico achei muito fim do mundo, não dava para eu viver lá.

Pela 1x fomos como casal ao cinema cá ver o filme "Silence" e não gostámos nada.

Para a semana vou conhecer Paris, 5 dias na cidade do amor em plena semana do dia dos namorados, não podia ser mais cliché.

O meu estilo de vida continua péssimo e engordei. Não faço desporto desde Setembro e só como porcaria. Mas breve vou alterar isso radicalmente. 

Foi um primeiro mês do ano muito preenchido, muito porreiro. Que o resto do ano seja feliz!